PRIMEIROS AVÓS DE
JOAQUINA THEODORA DE BEM SALINAS
Sobrenomes nesta página: ÁLVARES, ANDRADE, ARAÚJO, ASSUMPÇÃO, BARBOSA, BARREIROS, BEM, BOCÃO, BOUCAN, BUSTAMANTE, CASSÃO, CONCEIÇÃO, CORRÊA, COSTA, ESPÍRITO SANTO, FERREIRA, GONÇALVES, GUSMÃO, LEÃO, LESSA, LOPES, MENDES, PAZ, PEREIRA, PINHEIRO, PINHO, QUINTÃO, RADEMAQUER, REIS, RIBEIRO, SÁ, SALINAS, SANTA ANNA, SANTOS, SILVA, VELHO, VILLAS BOAS, XAVIER.
Pais de JOAQUIM THOMAZ DE BEM SALINAS:
1º Avô Paterno - JOSÉ CAETANO DA SILVA nasceu no Rio de Janeiro-RJ, foi batizado na freguesia da Candelária. Tendo ficado viúvo de ANA RITA MARIA DA CONCEIÇÃO, casou-se em 29-12-1781 na igreja do Sacramento, Rio de Janeiro-RJ, com JOANA PERPÉTUA DE SÁ. O casamento foi realizado às 18h pelo o Dr. Juiz de Casamento FRANCISCO GOMES DE VILLAS BOAS e pelo Pe. ROBERTO RIBEIRO DE BUSTAMANTE, sendo testemunhas ANTÔNIO JOSÉ FERREIRA E JOSÉ ANTONIO DE RADEMAQUER. Os pais do noivo e a mãe da noiva já eram mortos por ocasião do casamento.
No seu Certificado de Viúvo, JOSÉ CAETANO DA SILVA afirma o seu estado civil, conforme acusa os banhos que se publicaram nas 4 freguesias, e se procedeu à Justificativa de Óbito de sua mulher ANA RITA MARIA DA CONCEIÇÃO, que faleceu em Lisboa, de parto, e que está sepultada na freguesia de S. Jorge, na mesma cidade, e que deste matrimônio lhe ficara uma menina que ficou em Lisboa a criar em casa de JOSÉ MENDES. José esteve casado com Ana Rita por nove meses e dezessete dias.
Além de Joaquim Thomaz, Joana Pérpetua e José Caetano tiveram outros duas filhas, tias de Joaquina Theodora, cuja descendência não é estudada por não estarem diretamente ligados ao MPO:
Tia Paterna 1 - GERTRUDES DE BEM SALINAS, nascida no Rio de Janeiro-RJ em 30-08-1784
Tia Paterna 2 - ANA DE BEM SALINAS, batizada no Rio de Janeiro-RJ em 25-02-1786.JOSÉ CAETANO DA SILVA era morador da Rua Direita, atual Rua 1º de Março, e sua profissão era Boticário. Seu processo de habilitação e sua Carta de Farmácia encontram-se em Lisboa.
Ascendentes imediatos:
2º Avô Paterno A - DOMINGOS FRANCISCO DA SILVA 2ª Avó Paterna A - ISABEL CORRÊA DA PAZ
1ª Avó Paterna - JOANA PERPÉTUA DE SÁ nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 24-06-1754 e foi batizada em 05 de julho do mesmo ano na Igreja de São José, Rio de Janeiro-RJ, sendo padrinhos o Doutor FRANCISCO PINHEIRO LOPES e Dona ANA BOCÃO (BOUCAN), sua bisavó materna, então com 76 anos, viúva de SIMÃO PEREIRA DE SÁ. O título de "Dona" só era concedido, na época, às mulheres de posição social ou cultural elevada.
Ascendentes imediatos:
2º Avô Paterno B - JOSÉ DE PINHO LEÃO DE SÁ 2ª Avó Paterna B - GERTRUDES MATHILDE DE SÁ E ANDRADE
Pais de JOAQUINA THEODORA DO ESPÍRITO SANTO:
1º Avô Materno - MANUEL DO ESPÍRITO SANTO ARAÚJO nasceu no Rio de Janeiro-RJ na Freguesia de N.S. de Loreto, Jacarepaguá, batizado em 21-05-1761, tendo como padrinhos o Capitão GASPAR DOS REIS DA SILVA, solteiro, e MARIA TEODORA DE ASSUMPÇÃO, por poder que lhe deu seu marido MANUEL DOS SANTOS XAVIER. Casou-se na Igreja de São José, Rio de Janeiro-RJ em 09-04-1785, com MARIA JOAQUINA DO ROZÁRIO LESSA. O casamento foi realizado às 20h na presença do Reverendo Doutor Juiz de Casamentos FRANCISCO GOMES VILLAS BOAS e do Reverendo Cônego PEDRO BARBOSA, sendo testemunhas o Capitão JOÃO DA COSTA PINHEIRO e Doutor JOSÉ VELHO PEREIRA. O pai do noivo e o pai da noiva já eram falecidos no casamento.
MANUEL era agricultor e sua roça localizava-se no bairro de Jacarepaguá, onde vivia, e para onde pretendia regressar logo após o casamentos, segundo consta nos banhos do casal.
1ª Avó Materna - MARIA JOAQUINA DO ROZÁRIO LESSA nasceu em 03-10-1762 na Colônia do Sacramento, atualmente território do Uruguai. No seu nome há o evocativo "Rozário", ali colocado para dar mais força à fé, o que era comum a quase todas as crianças do sexo feminino. Foi batizada em casa, apenas em 01-11-1762, por apresentar moléstia contraída logo após seu nascimento. O dia do seu batismo, 1º de novembro, é o dia de Todos os Santos, consagrado pela tradição para proteger os portadores de enfermidades. Foram s eus padrinhos de batizado o Capitão JOÃO GONÇALVES CASSÃO e Dona MARIA ÁLVARES, filha do Capitão JOÃO DA COSTA QUINTÃO.
Maria Joaquina, juntamente com seus pais, saiu da Colônia do Sacramento ainda criança de peito, indo residir no Rio de Janeiro. Na época do seu nascimento, no ano de 1762, Sacramento era uma colônia portuguesa conquistada do Uruguai. A existência de constantes conflitos com os espanhóis originou a fuga de seus habitantes brasileiros para o Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Neste estado essas pessoas fundaram a cidade de Rio Grande.
Na época de seu casamento, Maria Joaquina morava na então denominada Rua da Misericórdia, na freguesia de São José, Rio de Janeiro-RJ.
Ascendentes imediatos:
2º Avô Materno B - JOSÉ FRANCISCO LESSA 2ª Avó Materna B - GERTRUDES THOMÁZIA DE SANTA ANNA Além de Joaquina Theodora, Manuel e Maria tiveram outros dois filhos, tios de Joaquina Theodora, cuja descendência não é estudada por não se relacionarem diretamente com o MPO:
Tia Materna 1 - CARLOTA JOAQUINA DO ESPÍRITO SANTO, nascida no Rio de Janeiro-RJ em 11-07- 1792, casada com GASPAR FRANCISCO GONÇALVES.
Tio Materno 2 - LUIZ DO ESPÍRITO SANTO.Para entender melhor a história dos conflitos na Colônia do Sacramento, podemos dizer que suas as origens remontam ao século XVII. Portugal, ao contrário da Espanha que interiorizava sua colonização, povoava mais o Brasil ao longo da costa. Pelo Tratado de Tordesilhas, o limite oeste do Brasil era o meridiano que passa por Laguna-SC. Como não terras que estejam simultaneaente ao leste e ao sul de Laguna, isso excluía a possibilidade de Portugal colonizar qualquer terra ais ao sul. O limite de Tordesilhas nunca foi respeitado por Portugal que, na segunda metade do século XVII, ocupou a margem esquerda do Rio da Prata, onde fundou uma colônia. Havia sérias hostilidades entre Portugal e Espanha, a qual havia havia governado Portugal até 1668, quando, pelo Tratado de Madrid assinado pelos reis Alfonso IV da Espanha e Pedro II de Portugal, houve a chamada Restauração, voltando Portugal a ser um reino independente.
Em 1679 os espanhóis atacaram o sul da colônia, que em 1680 viria a ser sede de capitania real denominada Colônia do Sacramento. Em 1681 o Tratado de Lisboa reconheceu Sacramento como território português, tendo sido incorporado oficialmente ao Brasil em 1682.
Em 1704 os espanhóis ocuparam Sacramento, que somente foi restitído a Portugal em 1715 após a assinatura do Tratado de Utrech. Em 1717 voltaram a acontecer conflitos, somente resolvidos com a assinatura do Tratado de Madrid de 1750, que redefiniu as fronteiras da América espanhola e da América portuguesa, revogando definitivamente o nunca cumprido Tratado de Tordesilhas. Os ganhos que teve Portugal com o Tratado de Madrid foram devidos ao decisivo trabalho de ALEXANDRE DE GUSMÃO, acadêmico e diplomata da corte de D. JOÃO V, que inovou na argumentação, baseando-se na figura jurídica do utis possidetis. Este reconhece como legítima a propriedade de territórios ocupados de forma prolongada e efetiva.
O Tratado de Madrid manteve a questão da Colônia do Sacramento sob relativo controle até 1776, quando os espanhóis foram expulsos do Rio Grande do Sul pelos portugueses. Os espanhóis retaliaram em 1777, conquistando Santa Catarina e Sacramento, depois de invadirem o sul de Mato Grosso. Em outubro de 1777 Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Santo Idelfonso que confirmava o Tratado de Madrid. Portugal. Por ele Portugal entregava a Colônia do Sacramento à Espanha em troca dos territórios de Santa Catarina e dos 7 Povos das Missões, Rio Grande do Sul. A cidade uruguaia de Colônia está localizada atualmente onde era a sede da capitania real portuguesa.
Para informações mais detalhadas sobre a história da Colônia do Sacramento e da colonização do sul do Brasil, clique no link a seguir:
[COLONIZAÇÃO DO SUL DO BRASIL]
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